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Seg, Out

Marlene Mattos vai trabalhar na campanha de Marcelo Cândido (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

A diretora de TV Marlene Mattos, responsável pelos programas da apresentadora Xuxa Meneghel da década de 1980 até o começo dos anos 2000, reforçou a campanha do candidato do PDT ao governo paulista, Marcelo Cândido.

A aproximação da diretora da campanha de Cândido se deu por causa da amizade que ela tem com Giselle Bezerra, companheira de Ciro Gomes, candidato do PDT ao Planalto. Giselle é produtora de TV e foi assistente de palco de Xuxa em 2001 e 2002.

Marlene está há pouco mais de uma semana na equipe e tem função "multimídia". Ela dirige programas, mas também dá conselhos sobre outras peças publicitárias e ajuda a treinar o candidato para debates e entrevistas de TV. Na segunda-feira, 17, no debate do Estadão e da TV Gazeta, a diretora era uma das convidadas da plateia do candidato.

Apesar da função nos bastidores, a presença de Marlene Mattos na campanha pedetista chama a atenção. Na semana passada, em agenda em Mauá, na grande São Paulo, Marlene e Giselle subiram no palanque com Ciro e Cândido e posaram para fotos.

Marlene não fez qualquer discurso no ato, mas disse à imprensa na ocasião ser apoiadora de Ciro. "Acho que ela (Giselle) vai ajudar na campanha", opinou a diretora.

Reforço

A chegada de Marlene faz parte da estratégia da campanha para que Cândido deslanche nas pesquisas: ele aparece com apenas 1% no Ibope e no Datafolha. A experiência dela com direção de programas vai ser explorada pela equipe do pedetista, que tem apenas 24 segundos de horário político na TV.

A candidatura de Cândido ao Palácio dos Bandeirantes foi formulada de última hora, após o PDT romper o acordo estadual com o PSB e sair da chapa que busca a reeleição de Márcio França. A ruptura do acerto ocorreu na esteira da decisão da direção pessebista pela neutralidade no âmbito nacional em detrimento da composição com Ciro Gomes e em troca de palanques regionais com o PT.

Ao Broadcast Político, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado, o pedetista reconheceu o desafio de se tornar conhecido pelo eleitor, mas disse que enxerga espaço para um candidato à esquerda disputar o segundo turno.

"Eu posso ser o candidato que unifica o setor progressista contra candidaturas que personificam a crise que jogaram o Brasil desde 2016", afirmou Cândido.

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Sintomas da doença podem confundir especialistas, o que leva à demora do diagnóstico final (Foto:Divulgação)

Saúde

Desde o ano de 2008, em mais de 70 países, o dia 28 de fevereiro é lembrado por ser o Dia Mundial das Doenças Raras. A estimativa é de que existam de seis mil a oito mil tipos destes males, incomuns, singulares, do tipo que, nem mesmo os médicos, veem todos os dias. Estima-se que 80% delas são decorrentes de fatores genéticos, estando os outros 20% associados a fatores imunológicos, infecciosos e ambientais.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças raras afetam até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos em todo o mundo. No Brasil, o número de casos chega a 13 milhões. “Estamos falando de milhares de doenças, com diferentes causas. O teste do pezinho detecta algumas delas, tais como fenilcetonúria, anemia falciforme e fibrose cística. O aumento do conhecimento sobre estas doenças está trazendo à rotina do raciocínio diagnóstico dos médicos problemas até então menos conhecidos, como doença de Gaucher, doença de Fabry, alfa-manosidose, entre outras”, afirma o pneumologista Carlos Eduardo Chueiri, diretor médico da Chiesi.  

Exame do Pezinho DIVULGAÇÃO

Exame do pezinho pode 48 patologias (Foto: Divulgação)

A dificuldade para se chegar ao diagnóstico correto e fazer o tratamento adequado em longo prazo torna a saga de quem possui uma enfermidade rara muito mais difícil. Recentemente, uma pesquisa do jornal científico The Journal of Rare Disorders (JRD) constatou que um paciente passa, em média, por 7,3 médicos e leva de cinco a seis anos até ter o seu diagnóstico fechado. Isso porque, muitas vezes, os sintomas que as doenças raras podem causar variam de pessoa para pessoa e podem se confundir com sintomas de outras moléstias mais recorrentes. “Um aspecto importante que deve ser levado em consideração é que as doenças raras apresentam sintomas multissistêmicos,ou seja, acometem vários órgãos ao mesmo tempo”, ressalta Chueiri. Por conta disso, o tratamento junto ao paciente deve ser multidisciplinar, envolvendo vários profissionais da saúde.

 

Corrida contra o tempo

Ana Lúcia Langer, pediatra e presidente da Associação Paulista de Distrofia Muscular, destaca que, quanto mais precoce for detectada a doença, melhor o resultado. Um dos exames primordiais é o teste genético. “Faz o devido mapeamento e isto é muito importante para dar qualidade de vida para o paciente”, reflete.

Como 80% das doenças raras tem origem genética, o geneticista é o especialista mais adequado para detectá­las e tratá­las. Porém, o médico de entrada desses pacientes muitas vezes são especialistas, como neurologistas, pediatras ou ortopedistas. Não existe cura para doenças raras. Em 95% dos casos, não existe um tratamento específico. Dos 5% que contam com tratamento, 2% necessitam de medicamentos órfãos. “A descontinuidade do tratamento compromete muito a qualidade de vida do paciente, trazendo limitações ao seu dia a dia”, diz o pneumologista Carlos Eduardo Chueiri.

Governo define prioridades

Em todo o Brasil, existem os centros de referência que são, oficialmente, habilitados pelo Ministério da Saúde como modelo no cuidado com doenças raras. O Estado de São Paulo conta atualmente com oito locais. Entre eles, pode­-se mencionar o Hospital das Clínicas de São Paulo da FMUSP e o ambulatório de especialidade da Fundação do ABC (FUABC).

A lista dos locais autorizados que são habilitados junto site do Ministério da Saúde, dentro do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES).

Diante das dificuldades encontradas em todo o percurso, muitos recorrem ao auxílio de diversas associações. A Associação Brasileira de Doenças Raras (ABDR), por exemplo, auxilia aqueles que precisam agendar exames e necessitam, após receber o diagnóstico, do tratamento adequado.

“Como não temos junta médica, a associação recomenda que, inicialmente, o paciente vá até o posto de saúde ou ao hospital onde foi atendido até então e peça encaminhamento para ir ao geneticista. Caso haja dificuldades neste processo, o papel da associação é fazer a intermediação para que o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento sejam obtidos o mais breve possível”, diz Roberto Sales, da ABDR. Outra entidade importante é a Sociedade Brasileira de Genética Médica, especializada em doenças raras no Brasil.

Ex-presidente será decisivo nas eleições, mesmo que não participe (Foto: Ricardo Stuckert)

Opinião

Depois de um 3 a 0 no TRF-4, em janeiro, na terça-feira, 6, o ex-presidente Lula sofreu mais uma sonora goleada. Desta vez por 5 votos a 0, imposta pela Quinta Turma do STJ, que negou por unanimidade o pedido de habeas corpus preventivo, que impediria que o petista seja preso logo após o julgamento dos recursos no tribunal de Porto Alegre. Assim, está cada vez mais perto um cenário de eleição sem o então líder nas pesquisas de intenção de voto. E, diante desta iminente ausência, fica a importante pergunta: “Quem herdará o precioso espólio eleitoral de Lula?”

Um dos beneficiados é Ciro Gomes, que teve sua pré-candidatura anunciada ontem pelo PDT. De acordo com a pesquisa Ibope de janeiro, o ex-ministro da Fazenda e da Integração saltaria de 6% para 13% das intenções de voto no primeiro turno. Esta deve ser a terceira vez que Ciro sairá candidato ao posto máximo da República. Nas duas primeiras (em 1998 e 2002) estava filiado ao PPS. Aliás, a troca de partido é algo rotineiro na longa carreira deste paulista, que, assim como outro presidenciável, Geraldo Alckmin, nasceu em Pindamonhangaba. Em 1980, estreou pelo PDS, que era uma metamorfose da Arena, a legenda que dava sustentação política à ditadura militar. Depois, passou por, nesta ordem, PMDB, PSDB, PPS, PSB, Pros, até que, em setembro de 2015, abraçou ou PDT. A favor de Ciro tem o fato de ele ser mais conhecido justamente no Nordeste, onde Lula tem preferência de cerca de 60% do eleitorado.


Mas o espólio do petista é grande e tem para todo mundo. De Jair Bolsonaro a Alckmin, passando, claro, por Marina Silva. A ex-senadora também sobe de patamar em um cenário sem Lula. De acordo com a última pesquisa CNT/MDA, divulgada terça-feira, ela praticamente dobra suas intenções de voto, saindo de 7,8% para 13,9%, se posicionando em segundo lugar. Enfim, a partida ainda está em aberto. Outros jogadores ainda devem entrar em campo para embaralhar ainda mais a peleja. Mas, certo é que Lula, mesmo recebendo cartão vermelho dos juízes, ainda deverá influenciar os rumos da disputa. A dúvida até agora é: a favor de quem?

Ex-prefeito de São Paulo conversou com Lula sobre aproximação com Ciro (Reprodução/Facebook)

Nacional

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu aval para que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad mantenha conversas com outros partidos para a construção de uma unidade da centro-esquerda antes do início formal da campanha eleitoral, em agosto. Haddad é coordenador do programa de governo do PT para a eleição presidencial deste ano.

Haddad se reuniu nesta quinta-feira, 22, com Lula para relatar o teor da conversa que teve com o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, durante jantar, na terça-feira, no apartamento do ex-deputado Gabriel Chalita (PDT). 

Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, Haddad e Ciro falaram sobre a necessidade de construção de uma unidade da centro-esquerda na eleição de outubro. A conversa não girou em torno de nomes nem da possibilidade de um plano B caso Lula fique mesmo impedido de disputar a eleição - o petista pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

O encontro de Haddad com Ciro provocou insatisfações na cúpula do PT. Dirigentes que participaram da reunião da Executiva Nacional do partido, nesta quinta, em São Paulo, reclamaram da postura do ex-prefeito que, segundo eles, reforça as especulações sobre um plano B a Lula. 

Em conversas reservadas, dirigentes ressaltaram que Haddad não fala em nome do partido. Para alguns, o encontro serviu como um sinal de que ele se movimenta para ser vice na chapa de Ciro, hipótese que o ex-prefeito nega. "Essa história de plano B está sendo pautada de fora para dentro", disse a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, segundo relatos de participantes da reunião.

Na noite desta quinta-feira, em São Paulo, Lula disse que outros políticos querem disputar o "espólio" de votos dele e do PT. "Até o Temer acha que tem chance se eu não for candidato", afirmou o petista. As informações são do jornal O Estado de S Paulo.

Apresentadora comandará atração sentada (Foto:Reprodução/ Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando a decisão da direção da Globo de obrigar o autor a reescrever 12 capítulos inteiros de Deus Salve o Rei, novela das 19h30 da emissora.  A diretoria quer aproveitar a boa audiência do folhetim para aplicar novas mudanças.

Na última  semana, Silvio de Abreu, chefe do Departamento de Dramaturgia do canal carioca, devolveu ao autor Daniel Adjafre um bloco de capítulos da história medieval  e simplesmente exigiu que o autor mudasse os textos da novela.

Para a direção da Globo, algumas diretrizes devem ser “palavra de ordem” na roteirização  da novela de agora em diante. A ideia é cortar de vez tramas paralelas que não possuem apelo junto ao público e delimitar melhor ações cômicas e sequências dramáticas envolvendo os personagens principais.

Em uma ação inédita, a Record comprou horários nos intervalos da Globo para anunciar o lançamento do filme Nada a Perder, cinebiografia de Edir Macedo, que já é recordista de bilheteria em todo o Brasil. O lançamento do filme superou as expectativas.

A apresentadora Xuxa quebrou o pé nos estúdios da Record e não vai mais dançar durante a apresentação de seu programa Dancing Brasil. O acidente aconteceu em um ensaio do programa. Com isso, ela deverá apresentar a atração sentada.

Com seu retorno à TV, na série Onde Nascem Os Fortes, na TV Globo, a atriz Patrícia Pillar  faz questão de participar ativamente de movimentos sociais, principalmente quando se trata de minorias.  A atriz já recebeu vários convites para entrar na política, mas não aceitou.

Após quatro anos longe da TV, o autor Marcílio Moraes se acertou com a Record e já começou a escrever o seriado Pigmalião do Brejo. O autor também foi autorizado pela emissora a escrever a sinopse da próxima novela das 20h, que não será bíblica e contará uma história do dia a dia dos brasileiros.

O novo programa de Datena, na Band, terá um repórter invisível, copiando a mesma função criada pela Globo no Fantástico. A falta de criatividade da produção é pública e notória, confirmando o que dizia o Velho Guerreiro, Chacrinha: na TV nada se cria, tudo se copia.  

Frase final: “Uma parte dos homens procede sem pensar e a outra pensa sem proceder.” (Jean-Jacques Rousseau)

Geraldo Alckmin vai passar o cargo ao vice-governador Márcio França nesta sexta-feira (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Depois de inaugurar a estação Oscar Freire, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) vai aproveitar a reta final no cargo, já que deixará, nesta sexta-feira, 6, o Governo paulista para disputar a Presidência da República, em outubro, para entregar mais cinco obras da malha metroferroviária do Estado.

Nesta quinta-feira, 5, será a vez da Estação Moema, que começa a integrar o sistema da Linha 5-Lilás, que teve outras quatro estações inauguradas desde setembro (Borba Gato, Brooklin, Alto da Boa Vista e Eucaliptos). A conclusão de toda a linha estava prevista para 2012. Em 2014, o prazo foi para 2016.

A maratona de inaugurações termina na Zona Leste com a operação de quatro estações da Linha 15-Prata do monotrilho: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União. Em 2014, a previsão era entregar as estações até 2015. Na semana passada, a Linha 13-Jade começou a atender a população, com as Estações Cecap-Guarulhos e Aeroporto.

Segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, a Linha 4-Amarela abrirá em julho, a São Paulo-Morumbi e, em dezembro de 2019, a Vila Sônia. Na Linha 5-Lilás, em maio serão as estações AACD/Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klablin. A Campo Belo fica para dezembro. Já a Linha 15-Prata terá quatro inaugurações até junho: Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus.   

Caso saia da Prefeitura, Doria deixará a cadeira para Bruno Covas (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi inscrito por um grupo de parlamentares do partido para as prévias tucanas que definirão o candidato ao governo estadual. Foram reunidas 1. 704 assinaturas de apoio à pré-candidatura, o que representa 47% dos delegados do partido no Estado, dizem os apoiadores de Doria

O prefeito é esperado para ato organizado por apoiadores na sede do Diretório Estadual da legenda, nesta segunda-feira. Na ocasião, ele deve "aceitar" a inscrição e declarar que está na disputa.

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Na capital, tucano tem rejeição de quase 40% (Fotos: Reprodução/Twitter e Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Cidade

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda, 22,  pelo Instituto Paraná Pesquisas, o candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Dentre o eleitorado paulistano, 37,6% afirmaram que votariam com certeza em Doria, enquanto 21,7% poderiam votar nele. O índice de rejeição do tucano é de 38,9%. No caso de Márcio França, 31,7% contaram que têm convicção na escolha por ele, 25,8% disseram que poderiam votar e 40% não votariam de jeito nenhum. Ainda segundo a pesquisa, a grande maioria dos paulistas acredita que João Doria será o próximo governador do Estado: 58,5% dos entrevistados têm essa percepção. Apenas 31,6% imaginam que França pode ganhar a eleição.No caso da opção de voto para presidente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 69,1% do eleitorado paulista, enquanto Fernando Haddad (PT) te, 30,9%. Foram entrevistados 2.010 eleitores, entre os dias 18 e 21 de outubro, em 88 municípios do Estado.

Ex-capitão lidera em todas as pesquisas (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Nacional

Nova pesquisa do BTG/FSB, divulgada nesta segunda-feira, 22,  mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) aumentou sua vantagem dentro da margem de erro contra Fernando Haddad (PT). Segundo o levantamento, o ex-capitão conta com 60% dos votos válidos, contra 40% do adversário. A margem de erro continua sendo de dois pontos percentuais. No último estudo, publicado em 14 de outubro, Bolsonaro aparecia com 59% das intenções de voto, contra 41% do petista. No cenário espontâneo, quando o nome dos candidatos não é dito ao entrevistado, o ex-militar caiu um ponto percentual, ficando com 48%, enquanto Haddad cresceu um ponto, chegando a 31%. Os votos brancos e nulos atingem 6%, enquanto 5% responderam “nenhum” e 11% não souberam opinar. Na intenção de voto estimulada, porém, o candidato do PSL cresceu um ponto percentual, de 51 para 52%. Haddad permaneceu com 35%. Votos brancos e nulos somaram 4%, não souberam 4% e 5% responderam que não escolheriam nenhum dos dois. A pesquisa também abordou a decisão definitiva de votos de cada eleitor. Neste momento, 94% dos que votariam em Bolsonaro afirmaram que estão convictos da decisão. Nos eleitores do petista, o índice é de 90%. A rejeição dos candidatos ficou em 52% para Fernando Haddad e 38% para Bolsonaro. Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre 20 e 21 de outubro.

Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 
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Colunistas

Apesar de constar no ordenamento jurídico pátrio, o Princípio da Isonomia quase não é observado e aplicado (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

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Crescimento do número de suicídios revela que sociedade brasileira está doente. Campanha Setembro Amarelo alertou para os riscos (Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)

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