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Sex, Nov

Candidatos devem ficar atentos às regras do Enem para evitar problemas (Foto: Elza Fiúza/ABR)

Cidade

Neste domingo, 4, chega o tão esperado dia para os 5,5 milhões de estudantes que se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): a data de aplicação da prova. O teste será dividido em dois dias.

No primeiro, que ocorre neste domingo, os alunos farão a parte dos testes que envolve linguagens, códigos, redação e ciências humanas. No outro domingo, 11, os alunos responderam questões de ciências da natureza e matemática.

O local em que o estudante fará as provas pode ser consultado pelo portal do participante:  https://enem.inep.gov.br/participante/#!/inicial. Segundo dados divulgados pelo Ministériop da Educação, anteontem, mais de 4 milhões de estudantes já haviam verificado o local de aplicação da prova. Para entrar na sala e realizar a prova do Enem, os candidatos têm que levar dois itens obrigatórios: caneta estereográfica de tinta preta e fabricada em material transparente, além de documento oficial de identificação original com foto.

Vale lembrar que o estudante precisa chegar no horário para evitar aquela cena de desespero, transmitida todos anos nos jornais, de atraso com direito a muitas lágrimas. No dia 4 acontece a mudança para o horário de verão, na qual é preciso adiantar o relógio em uma hora. Nesta data, os portões abrem ao meio-dia e fecham às 13h. no dia 11, o horário de abertura e fechamento será o mesmo. 

Segundo o coordenador do Curso Poliedro, Vinicius de Carvalho Haidar, o candidato deve levar mais de uma caneta. “Não é comum, mas vai que a tinta acaba no meio da prova. Melhor sobrar do que faltar”, disse. 

Saiba o que é proibido levar

Antes de tudo, é aconselhável que o estudante tenha em mãos o cartão de confirmação de inscrição. No dia, é proibido portar borracha, canetas de material não transparente, corretivo, dispositivos eletrônicos (como calculadoras, agendas eletrônicas, celular, tablet, gravador, pen drive e até relógio), fones de ouvido, anotações, lápis, lapiseira, livros e manuais.

“Se levar smartphone, será lacrado em um envelope. Muita gente leva porque pega carona em aplicativo, mas é proibido usá-lo dentro da sala”, comentou o professor. Ele aconselhou os candidatos a fazerem uma “checklist” com os itens que serão levados. “A chance de esquecer algo é menor”, afirmou Haidar.

Também é proibida a utilização de óculos escuros, boné, chapéu, viseira, gorro ou qualquer acessório que cubra os cabelos ou orelhas. Armas de qualquer espécie também ficam restritas no local da prova. Artigos religiosos, como burca e quipá, devem ser revistados. 

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Prestar o Enem obriga o estudante a ter atenção para saber interpretar bem as questões (Foto: Divulgação)

Nacional

Com o fim do prazo para inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na última sexta-feira, 18, começa a correria para se preparar para a prova. Afinal, deve-se estudar mais exatas ou humanas? Ou o foco é na redação? Como interpretar os enunciados longos, que misturam interpretação com resolução de problemas?

Segundo a doutora em Educação e diretora da Escola de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter, Dinamara Machado, mais importante do que estudar exaustivamente é entender o que a prova solicita ao aluno. O Enem exige resistência mental para ler os textos longos sem ser vencido pelo cansaço.

“Cada vestibular tem suas peculiaridades. Por isso, sempre dizemos que o estudante se prepara para representação social daquele curso, não para o vestibular. O Enem é um exame de resistência, que força menos no nível de dificuldade das questões, mas pede mais atenção e interpretação. Ou seja, mais tempo para refletir”, disse.

Por não trazer questões como na Fuvest, muitos estudantes acabam errando ao se preparar para a prova, esquecendo que será necessário um alto nível de concentração para conseguir analisar com assertividade os enunciados. “A entrega que o Enem exige é outra:  o estudante precisa trabalhar desde já sua capacidade de limpar seu espaço mental para iniciar outra questão e conseguir chegar ao fim da prova com uma boa reserva de esforço e absorção”, falou.

Redação pode fazer muita diferença na nota final

O Inep, instituto vinculado ao Ministério da Educação e responsável pela gestão do maior vestibular do País, o Enem, liberou dados sobre os últimos dois anos do exame, e eles revelam uma situação alarmante quanto ao desempenho dos candidatos na redação. Em 2016, 9.490.952 candidatos fizeram a prova, um recorde de participantes, mas apenas 77 conseguiram nota mil. No ano seguinte, 2017, o número caiu para 53.

A banca de correção do Enem, cada vez mais criteriosa e exigente, tem restringido bastante o número de notas máximas. Até um tempo atrás, um aluno que escrevia de forma coesa, coerente e seguia bem os padrões do gênero dissertativo-argumentativo conseguia, de forma relativamente fácil, a nota máxima. Agora, milhões de candidatos prestam o exame todos os anos, mas menos de 1% conseguem o tão sonhado 1000.

Tendenciosamente, os alunos focam no estudo dos conteúdos das provas objetivas, já que a grande maioria pensa que a escrita do texto seja simples e não necessita de tantas técnicas, afinal, escreve-se durante toda a vida escolar. Mas não é assim tão simples. Algumas particularidades na correção feita pela banca do Enem fazem da redação uma matéria para a qual o aluno deve, sem dúvidas, dedicar-se.

Além disso, já foi comprovado que tirar uma boa nota na redação tem muito mais peso na média final do que gabaritar as questões objetivas, sendo esta uma possibilidade muito remota. Isso porque o Enem conta com um sistema de correção chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI).

O TRI segue um critério de avaliação do conhecimento do aluno medindo o número de erros e acertos, variando o valor das questões de acordo com o nível de dificuldade. Há uma divisão entre questões fáceis, médias e difíceis.  

Confira as dicas de Dinamara Machado

- Refaça os testes dos anos anteriores

- É importante que os estudantes estejam habituados à linguagem e ao estilo da prova (gráfico, textos grandes para o enunciado).

- Cronometre o tempo de resolução de cada bloco de perguntas

- No dia da prova, não será possível levar relógio para dentro da sala de exame. Isso faz com que muitos estudantes percam a noção de tempo após certo período de resolução.

- Escreva sobre temas em debate nos meios de comunicação

- Desista de tentar prever qual será o tema de redação deste ano: muito provavelmente você não vai acertar. O ideal é estar conectado à maioria dos fatos e escrever sobre eles, com frequência.

Com informações da Agência Estado*

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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