Doria volta a se aproximar de taxistas antes de deixar cargo (Foto: Marcelo Chello/AE)

Cidade

A quatro dias de deixar o cargo de prefeito, João Doria (PSDB) apresentou o SPTaxi, aplicativo que deve beneficiar os 38 mil taxistas da Capital e competir com outros apps de mobilidade, como Uber, Cabify, EasyTaxi e 99.

Nesta primeira fase, o pagamento é feito direto ao motorista e o pagamento via aplicativo deve ser implantado em dois meses.
Com o aplicativo, o motorista escolhe o desconto que deseja oferecer ao passageiro, que pode variar de 10% a 40% sobre o preço do taxímetro, segundo a disponibilidade e a demanda no local e horário de corrida. 

Ao pedir uma corrida, os usuários poderão localizar os carros mais próximos, escolher o serviço por faixa de desconto, estimar o valor a ser pago e ainda avaliar o taxista no fim da viagem. 

Os táxis continuam podendo fazer uso dos corredores de ônibus e faixas exclusivas. Nas próximas semanas, uma taxa, de até 4%, passará a ser cobrada dos taxistas pelo uso do aplicativo.

O SPTaxi funciona somente para passageiros e motoristas com sistema Android 5.0, no mínimo, e deve chegar ao iOS nos próximos 60 dias. Neste momento, o aplicativo só atende chamadas feitas dentro da Capita

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Doria faz seu sinal característico com aliados de outras siglas (Foto: Luiz Cláudio Barbosa/AE)

Cidade

O pré-candidato ao Governo de São Paulo pelo PSDB, João Doria, recebeu a oficialização do apoio dos Democratas, na quinta-feira, 14. O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Rodrigo Garcia, abdicou da oportunidade de concorrer.

Garcia é tido como favorito para ser vice de Doria na chapa, mas ainda não é certeza que isso será efetivado. O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, presidente nacional licenciado do PSD, também teria interesse na vaga para alguém do seu partido.

Para não inflar disputas, Doria deixou esse tema em segundo plano. No mesmo dia, preferiu destacar o fortalecimento de sua campanha. Com o Democratas, ele garante 26,8% do tempo de propaganda eleitoral na televisão, atrás apenas do governador Márcio França (PSB), candidato à reeleição.

Doria esbanjou otimismo e garantiu que será o vencedor da eleição para o Palácio dos Bandeirantes. Questionado sobre França, ele esnobou. “Não basta ter mais tempo de TV. É preciso ter desempenho de TV.”

Doria sugeriu que a parceria com o DEM fosse repetida na chapa nacional, encabeçada pelo ex-governador Geraldo Alckmin. O Democratas, contudo, prefere esperar o desempenho do tucano melhorar nas pesquisas.     

Apesar de rejeição, Doria lidera pesquisa de intenção de votos (Foto: Divulgação/SECOM)

Opinião

A saída precoce de João Doria da prefeitura de São Paulo não foi muito bem recebida por boa parte da população. Segundo o último Datafolha, dois terços dos entrevistados acreditam que ele agiu mal ao deixar o cargo de olho no governo do Estado. Talvez isso justifique que o tucano, tenha a segunda maior reprovação entre os candidatos a suceder Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, com 33% de rejeição. Mas nada disso impede que Doria lidere a disputa com 29% das intenções de voto, podendo chegar a 36%, se Paulo Skaf não participar do certame.


E a julgar pela força do PSDB no Estado associada à capitalização do nome do empresário e apresentador conquistada como político, não será surpresa se a campanha se encerrar ainda no primeiro turno. Pelo menos, nas últimas três eleições para governador paulista, os peessedebistas conseguiram essa façanha, eliminando a necessidade de um segundo turno. O primeiro foi José Serra, que, no pleito de 2006, deixou para trás Aloizio Mercadante (PT) e Orestes Quércia (PMDB) e venceu, com 58% dos votos válidos. Depois foi a vez de Alckmin, que, em 2010 e 2014, também não deu chances aos adversários e liquidou a fatura em um único turno, recebendo na última eleição 57,31% dos votos. Estaria Doria trilhando o mesmo caminho?


É certamente invejável a pujança do PSDB no Estado de São Paulo, cujo domínio político começou em 1º de janeiro de 1995, quando Mário Covas assumiu o Governo. De lá para cá, foram quase 24 anos de supremacia, recorde no País. Trata-se de uma estabilidade e continuísmo político sem precedentes na história da democracia brasileira. A vitória de Doria só consolidaria esta jovem tradição contemporânea de que São Paulo pertence ao PSDB e ninguém tasca. Concorrentes não faltam. Mas, como a pesquisa do Datafolha sinalizou, quem quiser infringir este costume terá um árduo desafio. Nisso, todos eles já começam perdendo, pois, as tradições são feitas para durar, sendo bem mais fácil lutar para mantê-las do que para mudá-las.

Bruno Covas já tem um sobrenome de peso. Agora precisa mostrar na prática que pode ser a aposta do PSDB para as próximas eleições (Foto: Alex Silva/AE)

Opinião

O sobrenome já impõe respeito. Neto de Mário Covas, ex-prefeito paulistano e ex-governador de São Paulo, o atual chefe do Executivo da Capital, Bruno Covas, tem em mãos a chance de se firmar como um nome de força do PSDB para as eleições dos próximos anos.

Nunca é demais lembrar que seu avô iniciou a hegemonia dos tucanos no Estado de São Paulo, em 1994, sendo reeleito quatro anos depois. Ele morreu em 2001, vítima de um câncer. Fez uma carreira política sólida, de enfrentamento à ditadura militar e ativo nos movimentos de redemocratização do País na década de 1980.

Bruno assumiu, em certo aspecto, o capital político de Mário, afinal, o seu nome é sempre associado a um gestor público reconhecido. Após se eleger deputado estadual duas vezes e uma como deputado federal, ele apostou alto ao aceitar ser vice na chapa encabeçada pelo empresário João Doria, à Prefeitura, em 2016.


Doria tinha forte resistência no ninho tucano e só conseguiu ser candidato graças ao apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB). A vitória no primeiro turno, contudo, foi surpreendente. Assim, o jovem Covas teve de abdicar do cargo na Câmara dos Deputados para exercer o papel de vice em São Paulo. Após 15 meses, ele virou o prefeito e será cabeça de chapa do PSDB na reeleição, em 2020. Se conseguir uma boa gestão, pode trilhar um bom caminho político, assim como o avô.


Mas o desafio do prefeito não é fácil. O rombo previdenciário anual de R$ 6 bilhões é um problema que ele pretende encarar, apesar da forte resistência dos servidores. Sem uma reforma, ele admite que terá que aumentar impostos ou cortar investimentos em zeladoria urbana.

Além da reforma, ele fala em priorizar as áreas de saúde, educação e mobilidade. Sem o discurso de gestor, que ajudou a eleger Doria, mas assumindo a figura de político, Bruno aposta que os paulistanos vão sentir, com o passar do tempo, uma transformação na cidade. Se obtiver êxito, poderá alçar voos mais altos em direção ao governo estadual e, quem sabe, à Presidência.

Padrinho e afilhado assumem novos desafios (Foto: Fábio Vieira/FOTORUA/ESTADÃO)

Opinião

Chegou a derradeira semana para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito João Doria, ambos do PSDB, deixarem os seus cargos, com vistas à disputa das eleições gerais de outubro. Serão os últimos dias para fazer despachos, inaugurar obras e lançar projetos.

O prazo de descompatibilização acaba no sábado, 7, mas Alckmin já marcou a cerimônia de transmissão do cargo ao vice, Márcio França (PSB), na tarde da próxima sexta-feira, no Palácio dos Bandeirantes. Já Doria também conta os dias para passar o bastão para seu sucessor, o também tucano Bruno Covas, neto do ex-governador Mário Covas, morto em 2001.

A parceria Alckmin e Doria deu muito certo em 2016. O governador apostou no empresário e apresentador de televisão como uma figura nova que poderia vencer a eleição à Prefeitura. Encarou muita resistência, mesmo dentro do ninho tucano, mas mostrou que estava certo, após uma vitória estrondosa de Doria, ainda no primeiro turno. Alckmin vai partir para a sua segunda disputa à Presidência da República. Em 2006, mesmo com o escândalo do Mensalão, ele foi derrotado no segundo turno pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desta vez, tenta se firmar como nome forte do centro para ir ao Planalto.

Doria prometeu, em cartório, “prefeitar” por quatro anos, mas decidiu tentar manter a hegemonia do PSDB em São Paulo. Nas prévias, teve 80% dos votos, uma mostra de força no partido, apesar de um certo distanciamento de Alckmin, após os dois pleitearem a Presidência, no ano passado. O objetivo de Doria é repetir o senador José Serra, que, deixou a Prefeitura para governar o Estado. E o projeto político do PSDB é bem audacioso, pois visa à conquista do comando do País e também do Estado e da cidade de São Paulo, algo inédito na história do partido.

A prefeitura já está sob controle, e Bruno Covas já pensa em sua reeleição. Quanto ao restante do plano, Benjamin Franklin ensinou que “aquele que persegue duas lebres de uma só vez não alcança uma delas e deixa a outra escapulir.” Resta saber qual lebre escapará – se é que escapará – aos tucanos: a Presidência da República ou o Governo do Estado de São Paulo.

Pré-candidato ao Governo de SP, Doria elogiou Bruno Covas, atual prefeito da Capital (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

O ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) afirmou que não tem medo de enfrentamento na disputa pelo governo de São Paulo e que será um "opositor ferrenho" para candidatos que defendam "causas esquerdistas". "Vou enfrentar os esquerdistas outra vez. Não quero desmerecer ninguém, mas vou para o enfrentamento e não pensem que vou dar moleza para ninguém nem para o Márcio França", disse ele, no Summit Imobiliário Brasil 2018, promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo, citando o sucessor de Geraldo Alckmin (PSDB).

Ele disse ainda que o trabalho realizado na Prefeitura será continuado por Bruno Covas, que não é um "apêndice" e foi eleito com os mesmos votos. "O Bruno Covas vai ser uma grata surpresa para quem não o conhece. É jovem, dinâmico, estudioso, dedicado, aplicado e muito integrado. Tenho tranquilizado nossos interlocutores de que não haverá nenhuma mudança no ritmo que a cidade adquiriu", disse Doria.

Segundo o ex-prefeito, as propostas liberais que assumiu quando prefeito da Cidade de São Paulo serão mantidas por Covas. Afirmou ainda que mantém a mesma postura, de defesa dessas ideias, e que vai levá-las também para a disputa do Governo de São Paulo. "Foi essa razão que me fez sair da Prefeitura e aceitar, parece que foi quase uma imposição do PSDB, para disputar o governo de São Paulo. Essa razão me fez sair da zona de conforto", disse Doria.

55% dos eleitores querem Dória como candidato do PSDB (Foto:Renato S. Cerqueira/ Futura Press/ AE)

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Pesquisa divulgada terça-feira, 27, pelo Instituto Paraná aponta que o prefeito João Doria (PSDB), em todos os cenários colocados, como o favorito para suceder Geraldo Alckmin (PSDB). No cenário mais difícil, Doria tem 30,1% das intenções de voto contra 29,1% de Russomanno, o que aponta um empate técnico.

Sem Russomanno na disputa, Doria salta para 39,8% e alcança uma margem de 20,7% de vantagem contra o 2º colocado, o emedebista Paulo Skaf, presidente da Fiesp.


Pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-prefeito Fernando Haddad é o político com mais chances, com 13,4% das projeções de apoio, contra 7,3% de Luiz Marinho, presidente estadual da legenda.

Já o vice-governador Márcio França (PSB), que sonha em se manter no cargo que assumirá em abril, quando Alckmin deve renunciar para disputar a Presidência, atingiu apenas 5,4% das intenções de voto. França chegou a convidar Russomanno para ser vice em sua chapa, com intuito de alavancar a sua imagem.

A pesquisa do Instituto Paraná foi realizada com 2 mil eleitores do Estado de São Paulo, em 84 municípios, entre os dias 20 e 25 de fevereiro, sob registro SP-04361/2018. A margem de erro é de aproximadamente 2%.

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