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Sáb, Nov

Doria volta a se aproximar de taxistas antes de deixar cargo (Foto: Marcelo Chello/AE)

Cidade

A quatro dias de deixar o cargo de prefeito, João Doria (PSDB) apresentou o SPTaxi, aplicativo que deve beneficiar os 38 mil taxistas da Capital e competir com outros apps de mobilidade, como Uber, Cabify, EasyTaxi e 99.

Nesta primeira fase, o pagamento é feito direto ao motorista e o pagamento via aplicativo deve ser implantado em dois meses.
Com o aplicativo, o motorista escolhe o desconto que deseja oferecer ao passageiro, que pode variar de 10% a 40% sobre o preço do taxímetro, segundo a disponibilidade e a demanda no local e horário de corrida. 

Ao pedir uma corrida, os usuários poderão localizar os carros mais próximos, escolher o serviço por faixa de desconto, estimar o valor a ser pago e ainda avaliar o taxista no fim da viagem. 

Os táxis continuam podendo fazer uso dos corredores de ônibus e faixas exclusivas. Nas próximas semanas, uma taxa, de até 4%, passará a ser cobrada dos taxistas pelo uso do aplicativo.

O SPTaxi funciona somente para passageiros e motoristas com sistema Android 5.0, no mínimo, e deve chegar ao iOS nos próximos 60 dias. Neste momento, o aplicativo só atende chamadas feitas dentro da Capita

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Apesar de rejeição, Doria lidera pesquisa de intenção de votos (Foto: Divulgação/SECOM)

Opinião

A saída precoce de João Doria da prefeitura de São Paulo não foi muito bem recebida por boa parte da população. Segundo o último Datafolha, dois terços dos entrevistados acreditam que ele agiu mal ao deixar o cargo de olho no governo do Estado. Talvez isso justifique que o tucano, tenha a segunda maior reprovação entre os candidatos a suceder Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, com 33% de rejeição. Mas nada disso impede que Doria lidere a disputa com 29% das intenções de voto, podendo chegar a 36%, se Paulo Skaf não participar do certame.


E a julgar pela força do PSDB no Estado associada à capitalização do nome do empresário e apresentador conquistada como político, não será surpresa se a campanha se encerrar ainda no primeiro turno. Pelo menos, nas últimas três eleições para governador paulista, os peessedebistas conseguiram essa façanha, eliminando a necessidade de um segundo turno. O primeiro foi José Serra, que, no pleito de 2006, deixou para trás Aloizio Mercadante (PT) e Orestes Quércia (PMDB) e venceu, com 58% dos votos válidos. Depois foi a vez de Alckmin, que, em 2010 e 2014, também não deu chances aos adversários e liquidou a fatura em um único turno, recebendo na última eleição 57,31% dos votos. Estaria Doria trilhando o mesmo caminho?


É certamente invejável a pujança do PSDB no Estado de São Paulo, cujo domínio político começou em 1º de janeiro de 1995, quando Mário Covas assumiu o Governo. De lá para cá, foram quase 24 anos de supremacia, recorde no País. Trata-se de uma estabilidade e continuísmo político sem precedentes na história da democracia brasileira. A vitória de Doria só consolidaria esta jovem tradição contemporânea de que São Paulo pertence ao PSDB e ninguém tasca. Concorrentes não faltam. Mas, como a pesquisa do Datafolha sinalizou, quem quiser infringir este costume terá um árduo desafio. Nisso, todos eles já começam perdendo, pois, as tradições são feitas para durar, sendo bem mais fácil lutar para mantê-las do que para mudá-las.

Bruno Covas já tem um sobrenome de peso. Agora precisa mostrar na prática que pode ser a aposta do PSDB para as próximas eleições (Foto: Alex Silva/AE)

Opinião

O sobrenome já impõe respeito. Neto de Mário Covas, ex-prefeito paulistano e ex-governador de São Paulo, o atual chefe do Executivo da Capital, Bruno Covas, tem em mãos a chance de se firmar como um nome de força do PSDB para as eleições dos próximos anos.

Nunca é demais lembrar que seu avô iniciou a hegemonia dos tucanos no Estado de São Paulo, em 1994, sendo reeleito quatro anos depois. Ele morreu em 2001, vítima de um câncer. Fez uma carreira política sólida, de enfrentamento à ditadura militar e ativo nos movimentos de redemocratização do País na década de 1980.

Bruno assumiu, em certo aspecto, o capital político de Mário, afinal, o seu nome é sempre associado a um gestor público reconhecido. Após se eleger deputado estadual duas vezes e uma como deputado federal, ele apostou alto ao aceitar ser vice na chapa encabeçada pelo empresário João Doria, à Prefeitura, em 2016.


Doria tinha forte resistência no ninho tucano e só conseguiu ser candidato graças ao apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB). A vitória no primeiro turno, contudo, foi surpreendente. Assim, o jovem Covas teve de abdicar do cargo na Câmara dos Deputados para exercer o papel de vice em São Paulo. Após 15 meses, ele virou o prefeito e será cabeça de chapa do PSDB na reeleição, em 2020. Se conseguir uma boa gestão, pode trilhar um bom caminho político, assim como o avô.


Mas o desafio do prefeito não é fácil. O rombo previdenciário anual de R$ 6 bilhões é um problema que ele pretende encarar, apesar da forte resistência dos servidores. Sem uma reforma, ele admite que terá que aumentar impostos ou cortar investimentos em zeladoria urbana.

Além da reforma, ele fala em priorizar as áreas de saúde, educação e mobilidade. Sem o discurso de gestor, que ajudou a eleger Doria, mas assumindo a figura de político, Bruno aposta que os paulistanos vão sentir, com o passar do tempo, uma transformação na cidade. Se obtiver êxito, poderá alçar voos mais altos em direção ao governo estadual e, quem sabe, à Presidência.

Padrinho e afilhado assumem novos desafios (Foto: Fábio Vieira/FOTORUA/ESTADÃO)

Opinião

Chegou a derradeira semana para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito João Doria, ambos do PSDB, deixarem os seus cargos, com vistas à disputa das eleições gerais de outubro. Serão os últimos dias para fazer despachos, inaugurar obras e lançar projetos.

O prazo de descompatibilização acaba no sábado, 7, mas Alckmin já marcou a cerimônia de transmissão do cargo ao vice, Márcio França (PSB), na tarde da próxima sexta-feira, no Palácio dos Bandeirantes. Já Doria também conta os dias para passar o bastão para seu sucessor, o também tucano Bruno Covas, neto do ex-governador Mário Covas, morto em 2001.

A parceria Alckmin e Doria deu muito certo em 2016. O governador apostou no empresário e apresentador de televisão como uma figura nova que poderia vencer a eleição à Prefeitura. Encarou muita resistência, mesmo dentro do ninho tucano, mas mostrou que estava certo, após uma vitória estrondosa de Doria, ainda no primeiro turno. Alckmin vai partir para a sua segunda disputa à Presidência da República. Em 2006, mesmo com o escândalo do Mensalão, ele foi derrotado no segundo turno pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desta vez, tenta se firmar como nome forte do centro para ir ao Planalto.

Doria prometeu, em cartório, “prefeitar” por quatro anos, mas decidiu tentar manter a hegemonia do PSDB em São Paulo. Nas prévias, teve 80% dos votos, uma mostra de força no partido, apesar de um certo distanciamento de Alckmin, após os dois pleitearem a Presidência, no ano passado. O objetivo de Doria é repetir o senador José Serra, que, deixou a Prefeitura para governar o Estado. E o projeto político do PSDB é bem audacioso, pois visa à conquista do comando do País e também do Estado e da cidade de São Paulo, algo inédito na história do partido.

A prefeitura já está sob controle, e Bruno Covas já pensa em sua reeleição. Quanto ao restante do plano, Benjamin Franklin ensinou que “aquele que persegue duas lebres de uma só vez não alcança uma delas e deixa a outra escapulir.” Resta saber qual lebre escapará – se é que escapará – aos tucanos: a Presidência da República ou o Governo do Estado de São Paulo.

Doria faz seu sinal característico com aliados de outras siglas (Foto: Luiz Cláudio Barbosa/AE)

Cidade

O pré-candidato ao Governo de São Paulo pelo PSDB, João Doria, recebeu a oficialização do apoio dos Democratas, na quinta-feira, 14. O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Rodrigo Garcia, abdicou da oportunidade de concorrer.

Garcia é tido como favorito para ser vice de Doria na chapa, mas ainda não é certeza que isso será efetivado. O ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, presidente nacional licenciado do PSD, também teria interesse na vaga para alguém do seu partido.

Para não inflar disputas, Doria deixou esse tema em segundo plano. No mesmo dia, preferiu destacar o fortalecimento de sua campanha. Com o Democratas, ele garante 26,8% do tempo de propaganda eleitoral na televisão, atrás apenas do governador Márcio França (PSB), candidato à reeleição.

Doria esbanjou otimismo e garantiu que será o vencedor da eleição para o Palácio dos Bandeirantes. Questionado sobre França, ele esnobou. “Não basta ter mais tempo de TV. É preciso ter desempenho de TV.”

Doria sugeriu que a parceria com o DEM fosse repetida na chapa nacional, encabeçada pelo ex-governador Geraldo Alckmin. O Democratas, contudo, prefere esperar o desempenho do tucano melhorar nas pesquisas.     

Pré-candidato ao Governo de SP, Doria elogiou Bruno Covas, atual prefeito da Capital (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

O ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) afirmou que não tem medo de enfrentamento na disputa pelo governo de São Paulo e que será um "opositor ferrenho" para candidatos que defendam "causas esquerdistas". "Vou enfrentar os esquerdistas outra vez. Não quero desmerecer ninguém, mas vou para o enfrentamento e não pensem que vou dar moleza para ninguém nem para o Márcio França", disse ele, no Summit Imobiliário Brasil 2018, promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo, citando o sucessor de Geraldo Alckmin (PSDB).

Ele disse ainda que o trabalho realizado na Prefeitura será continuado por Bruno Covas, que não é um "apêndice" e foi eleito com os mesmos votos. "O Bruno Covas vai ser uma grata surpresa para quem não o conhece. É jovem, dinâmico, estudioso, dedicado, aplicado e muito integrado. Tenho tranquilizado nossos interlocutores de que não haverá nenhuma mudança no ritmo que a cidade adquiriu", disse Doria.

Segundo o ex-prefeito, as propostas liberais que assumiu quando prefeito da Cidade de São Paulo serão mantidas por Covas. Afirmou ainda que mantém a mesma postura, de defesa dessas ideias, e que vai levá-las também para a disputa do Governo de São Paulo. "Foi essa razão que me fez sair da Prefeitura e aceitar, parece que foi quase uma imposição do PSDB, para disputar o governo de São Paulo. Essa razão me fez sair da zona de conforto", disse Doria.

55% dos eleitores querem Dória como candidato do PSDB (Foto:Renato S. Cerqueira/ Futura Press/ AE)

Cidade

Pesquisa divulgada terça-feira, 27, pelo Instituto Paraná aponta que o prefeito João Doria (PSDB), em todos os cenários colocados, como o favorito para suceder Geraldo Alckmin (PSDB). No cenário mais difícil, Doria tem 30,1% das intenções de voto contra 29,1% de Russomanno, o que aponta um empate técnico.

Sem Russomanno na disputa, Doria salta para 39,8% e alcança uma margem de 20,7% de vantagem contra o 2º colocado, o emedebista Paulo Skaf, presidente da Fiesp.


Pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-prefeito Fernando Haddad é o político com mais chances, com 13,4% das projeções de apoio, contra 7,3% de Luiz Marinho, presidente estadual da legenda.

Já o vice-governador Márcio França (PSB), que sonha em se manter no cargo que assumirá em abril, quando Alckmin deve renunciar para disputar a Presidência, atingiu apenas 5,4% das intenções de voto. França chegou a convidar Russomanno para ser vice em sua chapa, com intuito de alavancar a sua imagem.

A pesquisa do Instituto Paraná foi realizada com 2 mil eleitores do Estado de São Paulo, em 84 municípios, entre os dias 20 e 25 de fevereiro, sob registro SP-04361/2018. A margem de erro é de aproximadamente 2%.

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Articulistas

Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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