Protesto bloqueou uma faixa de cada sentido da rodovia (Foto: Reprodução/ Google Street View)

Cidade


Um protesto realizado nos dois sentidos da rodovia Régis Bittencourt (BR 116) na manhã desta sexta-feira, 20, está causando tráfego lento em um trecho de 11 km da via.

Segundo boletim em tempo real da concessionária Arteris, há lentidão entre o km 278 e o km 280, no sentido sul, trecho localizado no município de Embu das Artes. No trecho norte, o tráfego está congestionado do km 289, em Itapecerica da Serra, até o km 280, na região de Embu das Artes.

A concessionária informou ainda que é o quarto dia seguido de manifestações no local e que o ato seria realizado por um grupo que pede intervenção militar e reforma nos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma faixa de cada rolamento está ocupada em cada sentido da via. Às 9h40, o trânsito de veículos era realizado por duas faixas no sentido Paraná e por uma no sentido São Paulo.

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Treinador afirmou que todos ficaram indignados com a derrota (Foto: Reprodução/Facebook)

Esporte

O São Paulo foi derrotado por 2 a 1 pelo Ituano, em jogo atrasado da sétima rodada do Campeonato Paulista, na noite desta quarta-feira, 21, no Estádio Novelli Júnior, em Itu. O meia peruano Cueva, autor do gol são-paulino, poderia ter evitado a derrota, mas perdeu um pênalti no último minuto da partida.

Com o resultado, o Tricolor não conseguiu quebrar um tabu de cinco anos. Desde 2013, o time não vence o Ituano. 

O revés colocou mais pressão no técnico Dorival Jr., que já balançava no cargo. Durante a madrugada desta quinta-feira, 22, um grupo de torcedores protestou de forma pacífica na chegada do time ao CT da Barra Funda.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, eles pediram Vanderlei Luxemburgo como treinador da equipe.

Indignação

Antes mesmo de presenciar o protesto dos torcedores na Capital, o técnico Dorival Jr. afirmou que estava indignado com o resultado em Itu. Ele também assumiu a culpa pela derrota.

“O responsável é o treinador e não vou fugir da responsabilidade jamais. Não fizemos uma boa partida, tenho de reconhecer isso, diferente de domingo, mas jamais vou deixar de pontuar que o responsável é o treinador e não os jogadores. Foi uma partida bem abaixo do que poderíamos. Há indignação de todos nós no vestiário, pois sabemos que podemos jogar mais”, afirmou o treinador são-paulino.

Mesmo com o tropeço, o São Paulo ainda lidera o Grupo B do Campeionato Paulista, com 10 pontos. No próximo domingo, a equipe recebe a Ferroviária, no Morumbi, às 17h. 

 

Apresentador nega que irá se candidatar, mas as pesquisas são favoráveis (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

“Não sou candidato a porcaria nenhuma. Sou ligado a um partido, mas dou a minha palavra que não vou concorrer a nada”. A frase é do apresentador José Luiz Datena, nome conhecido da TV brasileira, atualmente filiado ao Partido Republicano Progressista (PRP). Ele chegou a ser sondado e desistiu de disputar a Prefeitura paulistana em 2016, e, desde então, é visto como um potencial concorrente a qualquer cargo eletivo.

Por enquanto, tudo não passa de rumores, mas as pesquisas de intenção de voto podem fazer o jornalista, nascido em Ribeirão Preto, mudar de opinião. Segundo a última sondagem do Instituto Paraná Pesquisas (IPP), Datena lidera a corrida ao Senado, com 42,4% das intenções de voto, contra 33,3% do vereador Eduardo Suplicy.

Em algum momento, o apresentador haverá de sair da proteção das sombras e se posicionar de vez sobre a questão. O canto da sereia de pesquisas como a do IPP parece bom demais para ser ignorado pela figura tão polêmica quanto infiel (partidariamente) de Datena. Sim, o ribeirão-pretano, chegou a se filiar ao PT em 1992, pedindo a desfiliação apenas em 24 de agosto de 2015. Em setembro daquele mesmo ano, se vinculou ao PP, de Paulo Maluf, com vistas a disputar a prefeitura de São Paulo. Abriu mão da causa no meio caminho para, exatos dois anos depois, ser abraçado pelos líderes do PRP.
Prestes a completar 61 anos, há muito que o jornalista alimenta o sonho de um projeto político, que pode se concretizar efetivamente este ano.

Certamente, a opção pelo Legislativo – e não pelo Executivo, como ventilado até então – é correta e, a julgar pelos números de agora, tem tudo para ser bem-sucedida. Concorre a seu favor o fato de ser uma figura midiática e conhecida. E isso conta muito, conforme tendência recente em que famosos e celebridades têm tirado os postos de políticos profissionais. Se Datena tem um programa político? Não está claro! Mas ele tem o Brasil Urgente, da Band. Esse detalhe talvez baste para que ele confirme sua vaga no Senado.

O Brasil não se resume apenas a um Estado, tanto da federação quanto de “espírito”. Porém, ultimamente, o mundo da política parece se pautar por temas relacionados unicamente às movimentações palacionas de Brasília (DF), que nada mais são do que disputas pelo poder. É importante acompanhar os bastidores daquele universo paralelo e desconexo da realidade. No entanto, muitas outras situações relevantes para o País ocorrem fora dos limites da capital federal, que vive sob uma simbólica redoma de vidro.

Dali se assiste a toda a articulação de Michel Temer e seus “aliados”, para garantirem a imunidade e a sobrevivência no poder. Para isso, não importa quanto suas ações custarão ao País ou quão danoso este jogo é para a população, que não tem controle sobre aqueles que deveriam representá-la. Um exemplo da pobreza de espírito do Brasil foi a decisão de Aécio Neves em mudar a presidência do PSDB. O tucano – que estava afastado da liderança do partido, depois de ser gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, da JBS – reassumiu o cargo na última quinta-feira e, em seguida, destituiu o presidente interino Tasso Jereissati (CE). Para o lugar, foi indicado o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman.

Mas qual a relevância disso para a população? Pode-se afirmar que nenhuma, pois se Aécio tivesse indicado para o lugar de Jereissati uma melancia, não faria nenhuma diferença à Nação. No seu jogo, o que o senador mineiro fez foi garantir quatro ministérios para o seu partido – que podem ser perdidos, caso Jereissati vença as eleições internas do partido, em 9 de dezembro. Dois cenários se apresentam ao PSDB: perder ainda mais sua desgastada força política ou, caso o indicado de Aécio, o governador de Goiás Marconi Perillo, vença, ser coadjuvante do governo Temer. A questão pode definir o futuro do PSDB, mas os dois grupos de tucanos, bicudos que são, não se bicam. Perdem tempo dividindo mais uma vez suas forças e talvez a chance de se apresentarem como opção em 2018.

Apresentador causou polêmica com artigo na Revista GQ (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

O apresentador global Tiago Leifert causou polêmica com um artigo escrito para a revista GQ. Intitulado “Evento esportivo não é lugar de manifestação política”, o texto teve grande repercussão nas redes sociais nesta segunda-feira, 26.

Leifert começou o texto com o seguinte parágrafo: “Eu não gosto da obrigação de tocar o Hino Nacional antes de eventos esportivos. Na Copa São Paulo de Futebol Júnior, no mês passado, os caras tocavam o hino inteiro antes do jogo. Tipo cinco minutos de música. Não vejo necessidade, não acho que patriotismo funciona enfiando um hino goela abaixo de torcedores [...]”.

Depois, o apresentador ainda afirmou: “Quando política e esporte se misturam dá ruim. Vou poupá-los dos detalhes, mas basta olhar nossos últimos grandes eventos para entender que essas duas substâncias não devem ser consumidas ao mesmo tempo”.

Em determinado momento, o global relembrou o caso do ex-quarterback (principal posição em um time de futebol americano) do San Francisco 49ers, Colin Kaepernick. O atleta começou a se ajoelhar durante a execução do hino dos EUA antes das partidas da NFL (National Football League). O ato era um protesto contra as mortes de negros em ações policiais no país.

Alguns atletas, inclusive de outros esportes, começaram a imitar o gesto de Kaepernick. Atualmente, no entanto, o jogador está sem time – mesmo tendo chegado ao Super Bowl em 2013. Na decisão, sua equipe foi derrotada pelo Baltimore Ravens.


“Nos Estados Unidos, Colin Kaepernick, jogador da NFL, a liga de futebol americano, resolveu se ajoelhar durante o hino americano para protestar contra a forma como a polícia trata os negros. Trump ficou pistola, os torcedores conservadores também, considerando um desrespeito ao hino. Independentemente do que você, leitor, ache, Kaepernick está desempregado. Nenhum time quis esse “troublemaker” no elenco. Como eu estava dizendo, quando esporte e política se misturam…”, escreveu Leifert sobre o caso.


O apresentador continuou sua explanação afirmando que esportistas representam clubes e não partidos. “Ele está para entreter e representar até mesmo os torcedores que votam e pensam diferente”, destacou o global, que acrescentou: “É para isso que existe a rede social: ali, o jogador faz o que quiser”.

Críticas

Não demorou muito para internautas criticarem o texto. Alguns apoiaram o apresentador, mas houve mais pessoas que reprovaram o artigo.

Vale lembrar que ele começou a se destacar na TV Globo apresentando o "Globo Esporte" de São Paulo, hoje comandado por Ivan Moré. Depois, Leifert ganhou projeção nacional com o "Central da Copa", durante o Mundial do Brasil, em 2014. Inclusive, o programa voltará a ser exibido neste ano, por causa da Copa da Rússia, com o próprio apresentador.  

 Além de comandar atrações esportivas, Leifert participou do "É de Casa". Atualmente, ele está no "Big Brother Brasil", "The Voice Braasil" e "Zero1".  Abaixo, veja alguns tweets de usuários que não gostaram da posição do global. Leifert não se posicionou em relação às críticas.

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55% dos eleitores querem Dória como candidato do PSDB (Foto:Renato S. Cerqueira/ Futura Press/ AE)

Cidade

Pesquisa divulgada terça-feira, 27, pelo Instituto Paraná aponta que o prefeito João Doria (PSDB), em todos os cenários colocados, como o favorito para suceder Geraldo Alckmin (PSDB). No cenário mais difícil, Doria tem 30,1% das intenções de voto contra 29,1% de Russomanno, o que aponta um empate técnico.

Sem Russomanno na disputa, Doria salta para 39,8% e alcança uma margem de 20,7% de vantagem contra o 2º colocado, o emedebista Paulo Skaf, presidente da Fiesp.


Pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-prefeito Fernando Haddad é o político com mais chances, com 13,4% das projeções de apoio, contra 7,3% de Luiz Marinho, presidente estadual da legenda.

Já o vice-governador Márcio França (PSB), que sonha em se manter no cargo que assumirá em abril, quando Alckmin deve renunciar para disputar a Presidência, atingiu apenas 5,4% das intenções de voto. França chegou a convidar Russomanno para ser vice em sua chapa, com intuito de alavancar a sua imagem.

A pesquisa do Instituto Paraná foi realizada com 2 mil eleitores do Estado de São Paulo, em 84 municípios, entre os dias 20 e 25 de fevereiro, sob registro SP-04361/2018. A margem de erro é de aproximadamente 2%.

Eduardo Santos acredita que protestos são válidos no Carnaval: "É uma manifestação popular". (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

O presidente da Acadêmicos do Tatuapé, Eduardo Santos, não se acomoda com o surpreendente bicampeonato de sua escola no Carnaval de São Paulo. Para o dirigente da agremiação, todos os componentes estão comprometidos com um único objetivo: “Fazer o desfile da vida em 2019”.

“Lá na quadra, quem está acostumado a ir, sabe que a gente pouco fala de ser campeão, bicampeão. O que a gente fala, até porque é o que está na nossa mão, é fazer o melhor desfile da nossa vida. Ser campeão ou não depende de algumas variáveis que não controlamos. A promessa é de se renovar para 2019. Queremos, mais uma vez, fazer o desfile de nossas vidas, como fazemos todos os anos”, disse em entrevista exclusiva ao Metrô News.

“Para ser campeão, não existe mágica. Não existe milagre. O segredo é ter um povo como o nosso. É um povo que ama a escola, a abraça e tem um grande carinho por ela. É um povo que faz de tudo para se superar a cada ano”, ressaltou.

Santos também afirmou que, no último desfile, todos da escola já ficaram empolgados assim que o portão foi fechado no Anhembi. “Quando o nosso desfile foi encerrado, nós já estávamos muito felizes e realizados. Conscientes de que a gente tinha cumprido a nossa missão. Sabia que, ali, tinha feito o nosso melhor desfile em quase 66 anos de história, o que já era um motivo de orgulho e satisfação para todos nós. Pessoas trabalharam o ano inteiro para que aqueles 65 minutos de desfile fossem maravilhosos, os melhores de nossas vidas”, continuou.

Confiante de que a agremiação da Zona Leste havia desempenhado um ótimo papel na avenida, o presidente declarou que o resultado da apuração foi a coroação de um desfile perfeito. “O título só acrescentou mais alegria para um povo que já estava extremamente alegre. Estávamos muito realizados e muito felizes com que havíamos feito. E ficamos ainda mais felizes quando fomos coroados bicampeões do Carnaval de São Paulo”.

Acadêmicos Reprodução Facebook

 

Carro alegórico da Acadêmicos do Tatuapé com o nome do padroeiro do Maranhão, São José de Ribamar (Foto: Reprodução/Facebook)


Enredo sobre o Maranhão

O dirigente comentou que, há pelo menos três anos, ensaiava em colocar o enredo do Maranhão no sambódromo. “Já tinha passado pela nossa mesa algumas vezes, alguns anos antes de 2018. E, na ocasião, acabou sendo preterido por outro tema que ficou mais atual, mais urgente. Em 2018, a gente achou que era a hora, que era o momento”, pontuou.

Para Santos, o diferencial da Acadêmicos do Tatuapé foi levar o enredo com emoção ao Anhembi. “A formação do povo maranhense é de luta, invasões e de religiosidade muito marcante, com a chegada dos primeiros escravos que trabalharam na lavoura. É uma cultura muito rica. Resolvemos contar esta história riquíssima. Acredito que foi de uma maneira legal. Rica em detalhes e luxuosa, mas, acima de tudo, e, talvez, mais importante, nós contamos com muita emoção. Contamos com a energia do povo maranhense. Isto foi decisivo”.


Tuiuti

Vice-campeã no Rio de Janeiro, também de maneira surpreendente, a Paraíso do Tuiuti causou reboliço nas redes sociais com um desfile repleto de mensagens políticas. A agremiação usou fantasias e alegorias para fazer duras críticas ao presidente Michel Temer e às iniciativas de sua gestão – como a Reforma Trabalhista, em vigor desde novembro passado.

O presidente da Acadêmicos do Tatuapé participou do desfile da Paraíso do Tuiuti no carro de som. Ele foi convidado após a escola do Rio levar o intérprete Celsinho Mody, que também é puxador da agremiação paulistana, para a Sapucaí.“Pela primeira vez no Carnaval do Rio de Janeiro, uma escola do Grupo Especial do Rio veio aqui em São Paulo buscar dois intérpretes, um deles, o nosso intérprete, Celsinho Mody. Ele é um cara fantástico. Está na melhor fase da sua carreira, vivendo o seu melhor momento”, destacou.

Eduardo Santos e Mody

Eduardo Santos cumprimenta Celsinho Mody (Foto: Reprodução/Facebook)

“Em função de o Celsinho cantar na Tuiuti, eu fui convidado para participar do carro de som da escola. Então vivi no dia do desfile, a mesma emoção que todo mundo viveu. Foi uma coisa deslumbrante. Poucas coisas vezes na vida vi uma energia, um contágio tão grande entre um samba e o público que estava na Sapucaí. Foi uma coisa linda de se ver”, relembrou.

Santos salientou que o protesto sempre cabe no Carnaval. “O carnaval é uma manifestação popular. É uma manifestação de cultura e entretenimento popular. Evidentemente que cabe qualquer tipo de protesto e qualquer tipo de manifestação. O que vi lá foi fantástico. As pessoas se identificaram muito com o samba da Tuiuti e muito com o desfile da escola”.

O dirigente se surpreendeu com a condução do desfile. “Não imaginava que a saída carnavalesca da Tuiuti fosse esta, ouvindo a música antes de ir para a avenida. Achei muito bonito, pertinente, oportuno e consistente. As manifestações devem ser feitas sempre que houver esta oportunidade. Adorei a manifestação. Adorei a forma de protesto da Tuiuti levou para Sapucaí. Tudo isto deve ser encarado como uma manifestação popular. Fiquei orgulhoso por fazer parte do desfile da Tuiuti, um dos grandes momentos do carnaval brasileiro”, finalizou.

Eduardo Santos Paraíso do Tuiuti

Eduardo Santos durante desfile da Paraíso da Tuiuti (Foto: Reprodução/Facebook)

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

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