Religiosos defendem acolhimento de refugiados políticos (Foto: Divulgação/Prefeitura de SP)

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Durante encontro com representantes de diversas religiões, o prefeito João Doria (PSDB) afirmou, nesta segunda-feira, que irá receber 300 venezuelanos que são refugiados políticos. Destes, 182 serão encaminhados ao Centro Temporário de Acolhimento São Mateus e 118 ao de Santo Amaro.

“Além de acolhimento, os imigrantes receberão capacitação profissional. Conseguimos o apoio de uma empresa de contact center, que precisa de pessoas que falem espanhol. Serão treinados e terão oportunidade de trabalho”, afirmou Doria.

Os imigrantes chegarão em grupos e datas diferentes. “Receberemos três grupos de cem pessoas. O primeiro chegará no próximo dia 5. O segundo, depois de 20 ou 30 dias e o terceiro grupo, na sequência. Todos receberão acolhimento adequado”, disse Eloísa Arruda, secretária de Direitos Humanos e Cidadania. Antes da viagem de Roraima, os refugiados recebem vacinas contra a febre amarela e tríplice viral.

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Missão Paz é um dos locais que vai acolher imigrantes venezuelanos em São Paulo (Foto: Reprodução/Facebook)

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A cidade de São Paulo recebe, nesta quinta-feira, 116 refugiados venezuelanos que estavam em Roraima. O processo faz parte do trabalho de “interiorização” de imigrantes, para aliviar o estado que faz fronteira com o país de origem dessas pessoas, já que, de acordo com estimativa da capital Boa Vista, ao menos 40 mil venezuelanos vivem em condições precárias no território brasileiro.

Os novos moradores da Capital ficarão em dois centros de acolhimento: um em Santo Amaro e outro em São Mateus, administrados pela Prefeitura, e na Missão Paz, que acolhe migrantes e refugiados que buscam assistência no Brasil. Somente neste local, ficarão 39 venezuelanos, de cinco famílias diferentes, sendo 10 crianças menores de dois anos.

Os venezuelanos buscam abrigo em solo brasileiro por conta de uma forte crise política e econômica que vive seu país de origem. No ano passado, de 33 mil pedidos de abrigo, 17 mil vieram da Venezuela. Nos últimos três anos, a economia no país vizinho encolheu 25% e a inflação chegou a 1.600% em 2017.

A Organização Não-Governamental (ONG) Conectas vai fiscalizar e cobrar melhorias na atuação do poder público durante o período da “interiorização” dos refugiados. De acordo com a coordenadora de programas da entidade, Camila Asano, os venezuelanos terão uma melhor estrutura do que os haitianos. Há quase três anos, uma leva de pessoas do Haiti passou fome e a maioria ficou desempregada em São Paulo.

“Quando o poder público oferece documentos, como uma carteira de trabalho, por exemplo, diminuem-se as chances de essa pessoa ser explorada no trabalho”, explicou. “Por isso, temos que nos tornar referência e possibilitar que os refugiados, já tão vulneráveis, encontrem acolhida e paz por aqui”, disse.

De acordo com informações da GloboNews, 840 refugiados se cadastraram no programa e tomaram vacina contra sarampo. Em apenas dois meses de 2018, mais de 21 mil venezuelanos pediram para entrar em Roraima. O Governo Federal investiu R$ 190 milhões para desenvolver ações para a questão migratórias.

A Missão Paz abriga, hoje, 80 imigrantes, de 20 nacionalidades diferentes. São sete pessoas por quarto e há um livreto de regras, escrito em espanhol, informando horários de refeições e solicitando participação em limpeza. Os assistidos têm aulas de Língua Portuguesa e recebem kits com itens de higiene pessoal. “Eles precisam de acolhimento para retomarem suas vidas”, explicou o padre Paolo Parisi, coordenador do espaço.

A reportagem procurou a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social e questionou quais ações seriam tomadas para ajudar os venezuelanos na adaptação à vida da Capital. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O Ministério da Defesa, responsável pelo transporte dos refugiados, também não respondeu ao Metrô News

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