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Seis de cada dez empresas industriais do Estado de São Paulo já sofreram roubo, furto ou desvio de produtos, equipamentos ou dinheiro. O dado alarmante foi revelado em pesquisa realizada pelo Departamento de Segurança (Deseg), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O índice é referente a 2016 e é um pouco maior do que o registrado em 2015, quando 59,8% haviam sido vítimas de crimes. Nesta última pesquisa, o percentual pulou para 61,4%. De acordo com o coordenador do Deseg, Luciano Coelho, a criminalidade pode ter efeitos muito além da perda direta. “Fica claro que muitos deixam de investir, de empreender, para gastar com seguros, câmeras e segurança privada, por exemplo”, disse. Neste quesito, ainda segundo a Fiesp, 36% dos industriais de São Paulo tiveram ações empreendedoras desestimuladas ou atrapalhadas devido a crimes contra a própria empresa. Ou seja, mais de um terço do empresariado já foi afetado em razão da violência. “O mercado ilícito já se estabeleceu no Brasil. Nós temos que combater de maneira inteligente, sem ações imediatistas, que não deram certo até hoje”, comentou Coelho. As principais consequências para a indústria foram aumento do preço final do produto, em razão da elevação dos gastos com segurança privada, perda de competitividade, crescimento do mercado ilícito, perda de empregos incentivo ao crescimento da violência criminal.

Prejuízo – Indústrias sofrem com custo alto de encargos, insfraestrutura ruim de mobilidade oferecida pelas cidades e, também, com furtos, roubos e desvios de criminosos (Foto: Arquivo MN)
Medidas de segurança são padrão As medidas de proteção mais citadas pelas empresas foram circuito fechado de TV, controle de acesso, cerca eletrônica, entre outros, citados por 77,9% dos entrevistados. Seguro, por 74,6%. Métodos de segurança privada terceirizada, como escolta, por 40,6%, e procedimentos de segurança padronizados, por 30,7%. Só 3% consideram a PM muito eficiente Outro dado importante diz respeito à atuação da Polícia Militar: apenas 2,9% dos industriais a consideram muito eficiente. Menos de um quarto, 23,2%, avaliaram como eficiente e 41,1% como nada eficiente. Segundo os respondentes, apenas um a cada dez crimes registrados chegaram à fase processual, ou seja, em que houve prisão em flagrante ou instauração de inquérito que resultou na identificação do criminoso. “Temos que levar em conta que a PM também atua de maneira contingenciada, sem investimentos”, disse Coelho.

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