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sábado, agosto 13, 2022

Cárie pode afetar coração e é transmitida até por beijo










Técnicas de tratamento vão de remoção e uso de fluoreto à laserterapia (Foto: Divulgação)


Saúde

A cárie é provocada por um conjunto de bactérias, sendo a principal delas chamada Streptococcus mutans. Se não for devidamente tratado, o problema pode lesionar não só o dente afetado. Isto porque a bactéria causadora da cárie passa a se proliferar de maneira desordenada, podendo chegar à corrente sanguínea, se espalhar por todo o corpo e ocasionar diversas doenças. Uma delas é a endocardite, grave doença que afeta tecidos e válvulas cardíacas.

Mas as consequências mais comuns são a dor ou a sensibilidade nos dentes. Quando isso ocorre, a doença já está em estágio avançado. “A cárie é uma infecção causada por bactérias que formam placas duras e difíceis de remover. Nessa placa, as bactérias vão aos poucos perfurando o esmalte, causando dor e desconforto, até chegar à parte mais profunda do dente, a dentina”, explica a cirurgiã-dentista Érika Vassoler. Segundo ela, a Streptococcus mutans é facilmente transmitida de uma pessoa para outra por meio do contato com a saliva, em atitudes como beijo e uso compartilhado de talheres. “A melhor maneira de evitar o problema é fazer uma escovação adequada com o uso de uma escova de dente em bom estado, fio dental e pasta fluoretada. Além disso, é importante a visita regular ao dentista para avaliação e limpeza dos dentes, evitando o aparecimento de manchas que podem vir a se transformar em cárie”, afirmou.

Apesar de o número de cáries ter diminuído nos últimos anos (com queda de 25% em crianças entre os anos de 2003 e 2010 – segundo o Programa Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde), a doença ainda é considerada a principal quando o assunto é saúde bucal. E a melhor maneira de combatê-la é investir em uma higiene oral adequada, com escovação média de oito minutos (principalmente à noite) e o uso de ferramentas como escova com cerdas fartas e macias, fio dental e escova interdental. “Enquanto a escova convencional faz a limpeza das superfícies dos dentes, a interdental limpa entre os dentes com perfeição e onde a escova comum não acessa. Já o fio e a fita dental são ótimos para remover detritos de alimentos”, orienta Hugo Roberto Lewgoy, mestre e doutor pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo.

Ele explica que a profilaxia oral deve ser treinada individualmente e feita de forma cuidadosa, para que haja uma escovação de qualidade, onde todos os dentes sejam, de fato, higienizados de forma devida.

Principais tipos de cáries

Coronária: mais comum, se localiza nas superfícies de mastigação ou entre os dentes.

Radicular: acomete a parte cervical do dente, próximo à região gengival, especialmente quando há retração da gengiva, deixando partes da raiz do dente exposta.

Oculta: geralmente, não é identificada pelo paciente, muitas vezes acomete o órgão dentário nas faces interproximais (entre os dentes), causada por falta do uso rotineiro do fio dental e dieta rica em sacarose (açúcar).

De mamadeira: pode causar destruição dos dentes em curto espaço de tempo durante o sono. É associada à alimentação açucarada – diurna ou noturna –  e também à falta de escovação dentária.

É detectada por manchas claras ou escuras no dente, muitas vezes associadas a grandes cavidades.

Problema pode resultar em infecção ou necrose

Caso não seja tratada, a cárie pode afetar de forma definitiva a estrutura do dente e comprometer o órgão vital, que é a polpa (nervo), conforme explica Helena Biancalana, diretora do departamento de prevenção da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD). Quando isso ocorre, uma das consequências é a inflamação desse tecido nervoso, que é irrigado por vasos sanguíneos. Outra repercussão é a necrose (mortificação pulpar), que pode levar a infecções localizadas e até mesmo generalizadas, quando não tratadas adequadamente. Para cada caso há procedimentos específicos e também medicamentos sistêmicos, como antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos. “A cárie é uma doença grave, que tem a sua evolução rápida na maioria dos casos. O tratamento vai depender do estágio em que a doença se encontra. Se for inicial, haverá a remoção do tecido cariado e aplicação de material restaurador; se estiver mais avançada, o tratamento será mais invasivo. Atualmente, há muitas formas de tratamento, que vão desde a prevenção com fluoretos, passando pela Laserterapia, além de materiais restauradores compatíveis biologicamente com o tecido dentário. Porém, nada substitui o dente saudável”, conclui a Dra. Helena.

 




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ey disse que sua meta é criar um plano de seguro privado a cada cidadão e “eventualmente fechar o SUS” (Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO)


Nacional

Dr. Rey vai à casa de Bolsonaro se oferecer para ser ministro da Saúde


O cirurgião plástico e apresentador Robert Rey chegou ao condomínio onde mora o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), na zona oeste do Rio, com o intuito de se oferecer para comandar o Ministério da Saúde a partir do próximo ano. Rey disse que sua meta é criar um plano de seguro privado a cada cidadão e “eventualmente fechar o SUS”.

O médico, porém, admitiu de antemão que talvez tenha dificuldades para ser convidado para o governo. “Talvez ele (Bolsonaro) dê risada da minha cara e eu vou embora, mas não tem problema.”

Dr. Rey chegou ao local em um táxi no momento em que Jair Bolsonaro recebia o embaixador da Alemanha. De cara, o cirurgião logo antecipou o motivo da sua visita.

“Eu quero falar a verdade, que talvez cogitam eu pra ministro da Saúde. Fui criado lá fora, conheço o sistema de saúde do primeiro mundo. Eu sou da mídia, seria legal ter uma representação da mídia dentro desse governo”, afirmou o cirurgião, que fez carreira nos Estados Unidos e declarou duas vezes que estudou em Harvard. “Eu só espero que talvez ele me cogite para ministro da Saúde.”

Dr. Rey também antecipou seus planos, caso seja alçado a titular da Saúde. “Todo brasileiro terá seguro privado. Todo mundo terá o Einstein. Todo mundo terá direito ao Einstein. Por que não?”, comentou, fazendo referência ao Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo onde Bolsonaro ficou internado após levar uma facada, em setembro.

O cirurgião criticou o Sistema Único de Saúde (SUS), dizendo que “é um crime contra a humanidade” esperar até dois anos por uma mamografia. “O que acontece no SUS é um crime. Eventualmente eu quero fechar o sistema público do SUS”, declarou.

Ao chegar, ele admitiu que “talvez nem abram a porta”. Dr. Rey saiu do condomínio 15 minutos depois sem revelar se conseguiu a audiência com Bolsonaro. “Está na mão dele”, resumiu.

 







As mamadas noturnas, sem a devida higienização, podem causar as cáries da mamadeira (Foto: Divulgação)


Saúde

Cárie de mamadeira: tratamento e prevenção começam nos primeiros meses de vida

Quando um bebê nasce, a lista de cuidados junto ao mais novo integrante da família é extensa e passa pelas idas ao pediatra, a regularização da carteirinha de vacinação e o cumprimento exemplar no que se refere à alimentação e medicamentos, se necessários. Contudo, os cuidados com a higienização bucal dos pequenos muitas vezes passam despercebidos. E enganam-se os que acreditam que cárie é problema só de gente grande. A doença pode atingir bebês ainda no primeiro ano de vida e ocasionar a destruição dos dentes de leite em um curto espaço de tempo.

Chamada de cárie de acometimento precoce, popularmente conhecida como cárie de mamadeira, a patologia costuma acometer mais de 60% das crianças até o terceiro ano de vida e é ocasionada por diversas bactérias sendo, a mais usual, a Streptococcus mutans. “A mamadeira artificial durante a madrugada, dada com grande frequência e sem qualquer tipo de higiene, pode acarretar a chamada cárie de mamadeira. É uma doença aguda, agressiva, de evolução rápida e que provoca muita sensibilidade (dor)”, afirma Helena Biancalana, diretora do departamento de prevenção da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD).

A bactéria Streptococcus mutans também pode ser transmitida pela saliva da mãe. A doença pode ser evitada com a adoção de hábitos simples, porém eficazes e seguros. A especialista explica que a prevenção passa pela orientação aos pais sobre evitar a mamada noturna, e, principalmente, promover a limpeza bucal após cada mamada durante todo o dia. Se o bebê ainda não possui dentinhos, a mesma deve ser realizada com gaze ou fralda limpa embebida em água filtrada. Nos meses seguintes, logo após a erupção dos primeiros dentes de leite, a escovação deve ser iniciada com a escova de dentes. “Para o bebê, utiliza-se escovas macias e extramacias adequadas para cada idade. Ressalto a importância do uso do creme dental fluoretado com no mínimo de 1.100 partes por milhão (ppm) de flúor, na quantidade equivalente a um grão de arroz, sob a responsabilidade dos pais”, alerta.

Além da dor e da possível perda dos dentes, a cárie de mamadeira pode prejudicar a criança em diversos aspectos, que vão da dificuldade durante a mastigação a prejuízos relativos à formação da dentição permanente. Isso porque, caso o dente de leite seja perdido antes da hora, os arcos maxilares podem se desenvolver de forma irregular e prejudicar funções como mastigação e articulação.

O que fazer para evitar o problema?

A cárie de mamadeira costuma ser percebida com o aparecimento nos dentes de leite de manchas claras ou escuras, geralmente associadas a grandes cavidades ou até mesmo a total destruição dentária. As manchas claras indicam a descalcificação do dente e costuma ser o primeiro sinal de alerta. “Esse tipo de cárie ocorre por conta da alimentação açucarada diurna ou noturna associada a falta de escovação, principalmente durante a noite, quando a criança pode passar por um longo período de sonho sem uma higienização correta. Por isso os pais não devem oferecer leite/sucos de madrugada ou antes de dormir, principalmente se for adocicado. ”, descreve a cirurgiã-dentista Érika Vassoler.

O odontopediatra é o profissional indicado para tratar e orientar os pais sobre os cuidados necessários com relação à saúde bucal. E a consulta pode ser realizada a partir dos seis meses de idade. Caso seja detectada, o tratamento consiste em controlar a infecção e, posteriormente, eliminar a cárie. Dependendo do paciente, também há a aplicação localizada de flúor e pode ser necessária a realização de radiografias.

Como evitar a cárie de mamadeira e a transmissão da bactéria Streptococcus mutans

  1. Não assoprar os alimentos que serão dados ao bebê.
  2. Não usar os mesmos talheres que o bebê.
  3. Não beijar a criança na boca.
  4. Levar a criança ao odontopediatra a partir dos seis meses de vida.
  5. Escovar a gengiva e os dentes após cada mamada.

 





Paciente deixou SUS com oito caixas de medicamento a menos do que precisava (Foto:Renato Araújo/Agência Brasília)


Nacional

Há 4 meses faltam medicamentos no SUS

A receita médica indicava 13 caixas, mas a pedagoga Elaine Shinomiro saiu do posto de distribuição de medicamentos levando cinco embalagens do hormônio de crescimento receitado para seu filho, João Gabriel, de 14 anos. “Cada vez é uma desculpa. Eu tenho como voltar, mas pessoas que dependem de transporte público, que trabalham, como fazem para enfrentar esse fracionamento? Não tenho dúvida de que muitos desistem (do tratamento)”, diz ela.

Moradora da cidade paranaense de Ubiratã, Elaine enfrenta até falta de remédio, problema que vem se tornando comum entre pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Diante da crise, registrada há pelo menos quatro meses, o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) deve apresentar nesta terça-feira, 25, um levantamento realizado com 4 mil municípios para mostrar quais são os maiores estrangulamentos.

“A lista de remédios em falta é extensa. De Norte a Sul, temos municípios obrigados a comprar itens que, em tese, deveriam ser providenciados pelo Ministério da Saúde”, afirma o presidente do Conasems, Mauro Junqueira. Entre os exemplos citados por secretários estão remédios para hepatite C (daclastavir e sofosbuvir), para pacientes transplantados e aqueles em tratamento para Alzheimer. Na lista também estão incluídos produtos mais baratos, como anticoncepcionais.

Crise

“Estamos passando por uma das maiores crises de abastecimento por parte do governo federal: muitos medicamentos estão faltando, incluindo os de uso continuado. A situação é extremamente grave”, avalia o presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Leonardo Vilela.

Procurado, o Ministério da Saúde negou, por meio de nota, falta de remédios e informou que está em dia com os repasses para a aquisição e ressarcimento dos medicamentos de responsabilidade de Estados e municípios. Segundo a pasta, o cronograma de compras dos medicamentos sob sua responsabilidade também está regular.

No entanto, a secretária da Saúde de Ubiratã, Cristiane Pantaleão, apresenta outra realidade. “Para driblar a falta, compramos, pedimos emprestado de outras cidades que têm estoques mais abastecidos. O pior é que, mesmo que a responsabilidade não seja nossa, é aqui que a população vem bater.”

O atraso na entrega de medicamentos que deveriam ser providenciados pelo Ministério da Saúde foi tema de discussão em reuniões tripartite, que reúnem secretários estaduais e municipais, além de representantes do ministério. “Em maio, a informação era a de que o problema iria se resolver. Mas isso não aconteceu. Há melhoras pontuais, mas, ao mesmo tempo, agravamento em outras áreas”, diz Junqueira.

Vilela atribui a crise no abastecimento a uma combinação de fatores. “O principal deles é a falta de recursos. Mas há também uma demanda cada vez maior, mais remédios, mais pacientes, e problemas de negociações com produtores”, diz. Ele atribui a diferença de cenários traçados por secretários estaduais e municipais “à falta de transparência do ministério”. “Não podemos esconder que dificuldades são enfrentadas também por Estados e municípios. Seria leviano dizer que não estão faltando também remédios da nossa atribuição”, afirmou o presidente do Conass.

Judicialização

Ele, contudo, afirma que a falta de medicamentos que deveriam ser fornecidos pelo ministério acaba provocando um efeito cascata. Junqueira concorda. “Acaba levando a uma desestabilização de nossos planejamentos. Somos obrigados, até mesmo por decisões judiciais, a providenciar drogas que seriam de atribuição do governo federal.”

Questionado sobre uma lista de produtos em que a situação é mais crítica, Vilela afirma que a situação é flutuante. “É muito dinâmico. A situação pode ser amenizada em um lugar, se agravar em outro.” Um maior detalhamento deve ser dado nesta terça-feira, na apresentação do levantamento municipal.

Ministério da Saúde confirma 237 mortes por febre amarela

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira, 1º, os números atualizados de casos de febre amarela no país, conforme informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde. Entre 1º de julho de 2017 e 28 de fevereiro de 2018, foram confirmados 723 casos da doença no país, que resultaram em 237 mortes. No período equivalente do ano anterior, entre julho de 2016 e 28 fevereiro de 2017, foram confirmados 576 casos e 184 óbitos.

Ao todo, 2.867 casos suspeitos foram notificados. Destes, 1.359 foram descartados e 785 ainda estão sendo investigados.

A febre amarela é uma doença sazonal, com maior número de casos no verão, e segundo o Ministério da Saúde, apesar de o número de casos no atual período de monitoramento ser superior à sazonalidade passada, a incidência da doença entre a população caiu. No período de monitoramento 2017/2018, a incidência da febre amarela foi de 2,2 casos para 100 mil/habitantes, enquanto na sazonalidade passada, 2016/2017, a incidência foi 7,1/100 mil habitantes.

“O vírus da febre amarela hoje circula em regiões metropolitanas do país com maior contingente populacional, atingindo 32,3 milhões de pessoas que moram, inclusive, em áreas que nunca tiveram recomendação de vacina. Na sazonalidade passada, por exemplo, o surto atingiu uma população de 8 milhões de pessoas, muito menor que a atual.”, explicou o ministério, por meio de informe.

Recomendação

O Ministério da Saúde tem reforçado a importância da vacinação para a população da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo e recomenda que os estados “continuem vacinando até atingir alta cobertura”. Dados preliminares do ministério informam que, até 27 de fevereiro, 5,5 milhões de pessoas foram vacinadas nos três estados, 23,2% do público-alvo da campanha.

De acordo com o ministério, os estados receberam 20,2 milhões de doses da vacina em 2018, até o momento. Foram enviadas 15,7 milhões de doses para implementação da Campanha de Vacinação contra a Febre Amarela para a Bahia (300 mil), Rio de Janeiro (4.7 milhões) e São paulo (10.7 milhões).

Vacinação continua baixa em São Paulo

Mesmo não tendo atingido nem um quarto da meta de imunização contra poliomielite e tríplice viral, a cidade de São Paulo tem uma média melhor do que a registrada em todo o País. O comparativo foi realizado com base nos números da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e do Ministério da Saúde. Vale lembrar que no sábado, 18, é o dia D da campanha.

De acordo com a Prefeitura, que deve atualizar os dados entre quinta, 15, e sexta-feira, 17, foram administradas pouco mais de 262 mil vacinas (132,7 mil de pólio e 129,9 mil de sarampo, caxumba e rubéola), o que representa uma cobertura de 22,4% e 22% nas duas modalidades, respectivamente. Faltam, portanto, ao menos 928 mil crianças para que os 100% sejam atingidos.

No caso do País, segundo números do Ministério, a campanha teve uma adesão mais baixa ainda: foram 3,6 milhões de doses, ou seja, pouco mais de 16% da expectativa que a pasta tinha no início do mês. A estimativa era de que 11 milhões de crianças, de um a cinco anos, fossem levadas pelos pais às unidades de saúde para a imunização.

A SMS explicou ao Metrô News que a campanha continua em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade até 31 de agosto, mas que a vacinação pode ser feita a qualquer período do ano. “A secretaria reforça que os pais ou responsáveis devem levar as crianças até o posto de saúde mais próximo para se vacinar mesmo que a carteirinha esteja em dia”, diz nota. O reforço na imunização é importante para reduzir riscos de os vírus circularem pela cidade.

Saiba como vacinar as crianças

Para receber a dose, é preciso levar documento de identificação e, se possível, carteira de vacinação e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). O portal Busca Saúde  disponibiliza consulta sobre qual é a UBS de referência de determinado endereço.

Crianças menores de dois anos de idade não devem tomar simultaneamente as vacinas. É recomendável um intervalo de 30 dias entre as doses. As vacinas são contraindicadas para pessoas que apresentam imunodeficiência congênita ou adquirida, como portadores de neoplasias malignas, submetidos a transplantes de medula ou outros órgãos; infectados pelo HIV, que estão em tratamento com corticosteroides em dose alta; ou que tenham alergia grave a algum componente da vacina ou dose anterior. Crianças com febre muito alta também devem evitar a aplicação.

O Brasil está livre da poliomielite desde 1989. Os últimos dois casos confirmados de sarampo no município de São Paulo – ambos importados – foram registrados em 2015.


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Bolsonaro está ciente de que, apesar da expectativa sobre si, não tem margem para erros (Foto: Valter Campanato/ABR)

Opinião

Editorial – Confiança, fascínio, otimismo: Brasil está de bem com Bolsonaro

Ainda se mantém o clima de namoro entre a população brasileira e o presidente eleito Jair Bolsonaro. Passados 47 dias de sua vitória consagradora nas urnas e a 18 de receber em definitivo a faixa presidencial, o ainda deputado federal mantém-se com o moral elevado, como mensurou a pesquisa CNI/Ibope divulgada ontem. A partir desta sondagem, feita com 2 mil pessoas em 127 cidades, constatou-se que a maioria esmagadora dos entrevistados está otimista com o futuro do Brasil e os rumos que o País vai tomar a partir de 2019: 63%, ou dois a cada três dos ouvidos pelos pesquisadores.
O número é significativo, pois é superior ao índice de votos válidos alcançados por Bolsonaro no segundo turno (55,13%), quando quase 58 milhões de brasileiros, democraticamente, o escolheram para conduzir os rumos do País a partir da saída de Michel Temer. A mesma pesquisa também aponta que 75% dos entrevistados não só aprovam os nomes escolhidos pelo futuro presidente para compor a sua equipe como também as medidas anunciadas até aqui por este grupo, mesmo com o fato de 40% terem dito não se lembrar do que foi proposto até agora.
A confiança, mesmo que às cegas, dá mostras do fascínio que o pesselista desperta em torno de sua figura. Mas ele também está ciente de que tamanha expectativa não dá muita margem para erros, principalmente no que diz respeito à condução da economia. Até aqui tem feito a sua parte, se cercando, como mostra boa parte de suas escolhas, de quadros de competência inquestionável. Afinal, o desafio é gigantesco, conforme listado pelos próprios entrevistados para a pesquisa CNI/Ibope, que apontaram, nesta ordem, saúde, segurança pública, corrupção e desemprego como os principais problemas do País. E, quando mais de 60% se dizem otimistas em relação ao futuro do Brasil ou à gestão de Bolsonaro, estão depositando suas esperanças de que tais questões sejam, finalmente, se não plenamente resolvidas, postas em patamares aceitáveis. Quem não gostaria de que isso, de fato, fosse alcançado?

 





Saúde, educação e segurança são temas que preocupam os paulistas (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil)

Opinião

Editorial: Doria já tem time quase pronto para encarar um árduo desafio

Enquanto os olhos estão mais atentos à organização do novo governo federal, João Doria trabalha arduamente na montagem de sua equipe. Avançou bem até aqui, já tendo escolhido alguns dos principais nomes para postos-chave, como Casa Civil, Segurança Pública, Educação e Saúde. Até ontem, já haviam sido definidos 18 nomes para ocupar cargos com status de secretário, além daqueles que comandarão Procon, Sabesp e Cetesb. E a ideia é completar o time até esta sexta-feira. Para isso, o governador eleito aguarda com certa apreensão o posicionamento daquele que pode ser a principal estrela da companhia: o ex-ministro Henrique Meirelles, que assumiria a secretaria da Fazenda.
Todos eles, devidamente capitaneados por Doria, terão grandes desafios pela frente. Passado o tempo de campanha, é hora de colocar em prática as promessas feitas até o final de outubro, quando a população do Estado deu ao futuro governador mais um voto de confiança. Ele carrega a esperança de milhões de paulistas. Mas muitos destes, apesar da condição de destaque de São Paulo frente aos outros Estados da Federação, estão descontentes com a realidade atual. E as principais preocupações desta grande massa nem é emprego ou corrupção, mas, nesta ordem, saúde, educação e segurança pública, conforme pesquisa de agosto do Ibope.
Por mais que os números revelem os grandes investimentos nestas áreas, a inquietude da população sinaliza que os resultados não estão a contento. E Doria, inteligente que é, sabe disso. A partir de janeiro, já não bastarão promessas, mas resultados, pois todos esses setores exigirão um grande esforço de gestão para deixá-los, no mínimo, em um patamar adequado. Isso passa por organização da assistência médica no Estado, acerto nas políticas educacionais e implementação de medidas que, entre outras coisas, permitam melhorar a taxa de esclarecimento de crimes no Estado e a descentralizar e modernizar o governo. Como se percebe, os desafios para o futuro governador e sua equipe são do tamanho do Estado de São Paulo. Dessa forma, será preciso que, a partir de janeiro, Doria comprove que não é simplesmente um político vencedor, mas um bom gestor.

 





“Minha atividade não se mistura e eu não me sinto confortável em fazer essa mistura”, disse Tite (Foto:Lucas Figueiredo/CBF)

Futebol

Tite diz que não vai se encontrar com Jair Bolsonaro no próximo ano

O técnico Tite disse nesta quarta-feira que, mesmo que surja o convite, não irá se encontrar com o presidente eleito Jair Bolsonaro no próximo ano antes ou depois da Copa América. De acordo com o treinador da seleção brasileira, a sua atividade “não se mistura” com a política e ele não se sentiria “confortável” com um encontro com o político. O encontro de técnicos e jogadores da seleção com presidentes da República foram comuns no passado antes de Copas do Mundo – e, principalmente, após a conquista dos títulos. Este ano, contudo, a tradição foi quebrada e o técnico não levou a seleção para Brasília antes da viagem à Rússia. Tite havia antecipado isso em fevereiro, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, quando afirmou que não iria à capital federal “nem antes nem depois da Copa. Nem ganhando, nem perdendo”. Agora, o treinador já avisou que pretende se manter afastado do Palácio do Planalto também em função da Copa América, mesmo ela sendo realizada no Brasil. “Não (vou me encontrar com o presidente). Eu continuo com a mesma opinião. Não. A minha atividade não se mistura e eu não me sinto confortável em fazer essa mistura. Não”, insistiu. A declaração foi dada enquanto Tite respondia a um questionamento de jornalistas sobre qual era a sua opinião sobre a participação de Bolsonaro na festa do título do Palmeiras, no domingo passado. O treinador não quis dar uma resposta direta, mas deu a entender que discordava da presença do presidente eleito no momento da entrega da taça ao campeão do Campeonato Brasileiro. “Eu tenho opinião, mas não quero opinar, não devo opinar. Sei da minha posição, não quero”, desconversou Tite. Após um repórter insistir com a pergunta e indagar se aquele momento não deveria ser de festa exclusiva de jogadores e dirigentes, o treinador da seleção respondeu que “tu estás fazendo uma pergunta em que está implícita a resposta”. Tite foi além. Segundo ele, não se deve misturar futebol e política porque o esporte “é um meio que viabiliza princípios e uma série de outra escala de valores éticos, morais, competitivos”. “Então, da minha parte, não (misturo). Do outro, eu respeito”. ALUNO – As declarações do técnico foram dadas em Teresópolis (RJ). O “professor” Tite é um dos 65 alunos do curso Licença Pro, mais alta graduação oferecida a treinadores no Brasil e organizado pela CBF Academy, braço educacional da CBF. Pelos próximos 11 dias, ele dividirá uma sala de aula na Granja Comary com outros 64 profissionais que atuam no futebol brasileiro, entre técnicos e auxiliares. Uma das intenções do curso é fazer um estudo sobre como jogam as 20 equipes da primeira divisão nacional. Além de Tite, outros dois ex-treinadores da seleção brasileira integram o grupo de alunos. Dunga, que treinou o Brasil em duas oportunidades (2006-2010 e 2014-2016) e Mano Menezes (2010-2012) sentaram na primeira fila neste primeiro dia de atividades. Apenas profissionais convidados pela CBF – e que desembolsem R$ 19 mil – podem se graduar na Licença Pro, que tem como pré-requisito diploma de ensino médio e conclusão do curso Licença A. Esse, por sua vez, se tornará obrigatório para treinadores da Série A do Brasileirão a partir do próximo ano.

 





Ministério da Fazenda, que será liderado por Paulo Guedes, será uma das pastas envolvidas nas atribuições do Ministério do Trabalho (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Nacional

Atribuições do Ministério do Trabalho serão dividas em 3 pastas, diz Lorenzoni

O ministro extraordinário de transição Onyx Lorenzoni (DEM-RS) voltou a dizer que o Ministério do Trabalho vai deixar de existir e as atribuições da pasta serão dividias entre o Ministérios da Justiça e Segurança Pública, o da Economia e o da Cidadania. O futuro chefe da Casa Civil também afirmou que o desenho do futuro governo contará com 20 ministérios “funcionais” e que o Banco Central e a Advocacia-Geral da União (AGU) perderão status de ministério. Após a eleição, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse que o Ministério do Trabalho teria as atribuições divididas em outras pastas, o que gerou polêmica e o fez voltar atrás – afirmando o Trabalho que manteria o status de ministério. “Na verdade, o atual Ministério do Trabalho como é conhecido, ele ficará uma parte no Ministério do Dr. Moro (Justiça e Segurança Pública), outra parte com o Osmar Terra (Cidadania) e outra parte com o Paulo Guedes lá no Ministério da Economia”, disse Lorenzoni em entrevista à Rádio Gaúcha, na manhã desta segunda-feira, dia 3. De acordo com o ministro, a parte de “concessão de carta sindical” vai para a Justiça, a parte voltada a políticas de geração de emprego vai para o Ministério da Economia e outra parte ficará na Cidadania – pasta anunciada na semana passada que juntará as atribuições do Desenvolvimento Social, Esporte e Cultura. Onyx Lorenzoni disse ainda que o desenho do futuro governo deverá ter 20 ministérios, depois que o Banco Central e a AGU perderem o status. “Nós vamos ter 20 ministérios funcionais e tem dois ministérios que são ministérios eventuais. É o caso do Banco Central, que quando vier a independência, ele deixa de ter status de ministério e o segundo é a AGU que nós pretendemos fazer um ajuste constitucional e quando isso tiver definido, não há necessidade de ter status”, afirmou. Até agora, Bolsonaro já anunciou 20 ministérios e a expectativa é que ele anuncie o resto da equipe nesta semana. Falta anunciar o nome do ministro do Meio Ambiente e dos Direitos Humanos. O presidente eleito vem à Brasília na terça-feira, 4, e terá reuniões com as bancadas dos partidos. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Lorenzoni reforçou que o nome da pastora Damares Alves é o “mais provável” de se confirmar para chefiar a pasta dos Direitos Humanos. “Ela (Damaraes) é a mais provável que seja confirmada ao longo da semana, mas quem confirma sempre é o presidente”, ressaltou.

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